O que há de novo

Queremos viver e experimentar algo novo! A sede humana é insaciável e ávida pela novidade, a qual assume uma importância no rol das prioridades no quotidiano da sociedade que se esgota rapidamente frente ao consumismo e instantâneidade, tanto dos bens de consumo como dos relacionamentos. A mistura de filosofias têm se tornado algo comum no modo de vida das pessoas, levando às mesmas a correrem de um lado a outro em busca de algo novo. É verdade que na revolução tecnológica muitos avanços tem mudado a forma de enxergar, pensar e expressar, porém o novo se torna velho num piscar de olhos! Zygmunt Bauman traduz o tempo atual como "modernidade líquida", na qual os velhos sólidos não mais existem, havendo tão somente o líquido que adequa-se aos moldes transitórios do contexto atual. Neste contexto, o cristianismo tem enfrentado um certo desinteresse, atribuído segundo algumas citações à decepções com lideranças, divergências com outros membros de igrejas e etc. A perplexidade desde quadro é que nos dias atuais há tão somente uma pequena parcela de cristãos que se importam com a essência do evangelho, que reconhecem a sua insuficiência diante de Deus, que compreendem a base da salvação, que é a graça! O reconhecimento de que dependemos exclusivamente de Cristo, nos permitirá perceber que somos parte de um todo, de um processo, que faz parte do plano de Deus. A liquidez, não comporta mais sistemas engessados em moldes preconcebidos, há uma desconstrução, mas sem uma proposta de algo a ser construído! O cristianismo enfrenta claramente esse problema, pois o sistema é construído sobre dogmas, modelos "incontestáveis" sob a ótica de seus seguidores e doutrinas que servem de base para dominação. A proposta do novo, é de trazer para o contexto cristão aquilo que é tido como dogma, de forma a adequar-se ao contexto "líquido" da modernidade. O Entendimento de padrões sólidos, como mandamentos, leis e todo um sistema de regras gera desconforto e desinteresse para com a mensagem do cristianismo! A forma de entender a mensagem cristã pode, sem perda da essência, ser entendido por meio princípios. Falar em princípios é falar daquilo que norteia a mensagem do Evangelho, pois toda a lei se resume em "amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo". Claro que se aplicarmos literalmente o que diz a letra destes mandamentos, cairemos no equívoco de negligenciar o "espírito" do que está escrito que é muito além do que está escrito. Assim, o princípio do amor é o que norteia todo o entendimento e prática do evangelho, que nos leva a compreendermos a necessidade de interferir positivamente, sendo relevantes no meio em que estivermos inseridos. Façamos tudo para a glória, conhecimento, reconhecimento e engrandecimento de Deus e que Ele e tão somente Ele seja nossa motivação tanto do querer como do fazer! E então teremos a renovação do entendimento e o que sempre foi novo, permanecerá. Abraços!